Janeiro deixa saudade. Você passou 10 dias incríveis de frente para o mar e voltou para a cidade com uma ideia fixa: “Vou comprar um apartamento lá. Assim não gasto com hotel e a família aproveita mais”.

O apelo emocional de ter um “refúgio” é fortíssimo. Porém, financeiramente, a segunda residência (Second Home) é um dos ativos mais complexos de gerenciar. Diferente do imóvel urbano que você aluga o ano todo, a casa de praia costuma ficar vazia por 9 ou 10 meses, gerando despesa sem gerar receita.
Além disso, existe um inimigo silencioso e corrosivo no litoral: a Maresia. Ela não perdoa eletrodomésticos, dobradiças ou portões. O custo de manutenção de um imóvel na orla é, em média, 30% superior ao de um imóvel na cidade.
Antes de imobilizar seu capital num sonho de verão, faça a “Conta dos Dias Úteis” e conheça a solução que o mercado criou para baratear esse luxo.
1. A Matemática do Uso (30 Dias)
Faça um exame de consciência honesto: quantos dias por ano você realmente vai para a praia? A média brasileira é de 25 a 30 dias (Férias + alguns feriados).
- A Conta: Se um apartamento custa R$ 500.000,00 e tem um custo fixo anual de R$ 20.000,00 (Condomínio + IPTU + Manutenção), e você usa 30 dias, cada diária está custando R$ 660,00 só de custo fixo, sem contar o capital parado (que renderia R$ 50 mil no banco).
- Conclusão: Financeiramente, alugar o melhor Airbnb da cidade sai mais barato.
2. O Inimigo Invisível: A Maresia
Quem compra imóvel na praia pela primeira vez esquece desse detalhe. Geladeiras enferrujam em 2 anos, ar condicionado precisa de tratamento anticorrosivo, móveis estufam com a umidade.
- A Regra: Ter casa na praia exige visita mensal apenas para abrir janelas e limpar, ou pagar um caseiro/zeladoria. Se não fizer isso, quando você chegar nas férias, o cheiro de mofo vai estragar a viagem.
3. A Solução Inteligente: Multipropriedade (Fração)
Em 2026, a tendência consolidada para o lazer é a Propriedade Compartilhada. Você não compra o apartamento inteiro; você compra uma fração (ex: 1/13 ou 1/26 do imóvel).
- Como funciona: Você paga R$ 40.000 ou R$ 50.000 (em vez de 500 mil) e tem direito a usar o imóvel por 2 ou 4 semanas no ano, com escritura e matrícula no cartório.
- Vantagem: O custo fixo é dividido por 13 ou 26 donos. Você paga pelo que usa. É o luxo racional.
4. Infográfico: Compra x Aluguel x Fração
Qual modelo encaixa no seu bolso?

O infográfico compara o custo real por dia de uso de um imóvel de R$ 500 mil, demonstrando que a multipropriedade (R$ 400/dia) é uma opção muito mais econômica do que a propriedade integral (R$ 2.500/dia) ao evitar custos fixos e de oportunidade elevados, defendendo o conceito de pagar apenas pelo que se usa.
O Veredito do Investidor
Comprar o imóvel inteiro só vale a pena se você pretende passar a aposentadoria lá (morar mais de 4 meses por ano) ou se pretende profissionalizar o aluguel via Airbnb nas datas que não usa. Se o objetivo é apenas “ter um lugar para ir nas férias”, a Multipropriedade ou o bom e velho Aluguel de Temporada são decisões financeiras muito mais saudáveis. Não deixe a emoção de janeiro criar uma dívida para o ano todo.
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